Melhorando estimativa de emissões e remoções de gases de efeito estufa decorrentes de mudanças no uso do solo e florestas no Brasil

20 de agosto de 2024

ago 20, 2024

Bárbara Zimbres

Mudanças na forma como medimos as emissões de gases de efeitos estufa facilitam o cumprimento de metas e colocam o Brasil como referência na área. Unindo as metodologias oficiais e os mapas anuais produzidos na Rede MapBiomas, pesquisadores do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa) tem gerado dados mais precisos, robustos e frequentes, um avanço em relação ao Inventário Nacional do Governo Federal, que mapeiam períodos de 6 a 8 anos.  

Além disso, a nova metodologia busca considerar todos os processos de uso da terra, como recuperação, degradação e mudanças de fitofisionomia e tipos de vegetação, assim como o desmatamento, em uma série anual e com dados completos a nível municipal. O objetivo é permitir que tomadores de decisão tenham acesso a padrão de emissão e remoção de gases de efeito estufa mais localizados, permitindo a implementação de políticas públicas e o acompanhamento de resultados em nível municipal. 

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ODS 13

Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Saiba mais em brasil.un.org/pt-br/sdgs.

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O fogo é um elemento comum na paisagem rural brasileira. Usado para limpar áreas recém-desmatadas e outros tipos de terreno, como pasto, frequentemente escapa ao controle e queima o que não deveria queimar (Nepstad et al., 1999). Na Amazônia não é diferente. Sua incidência na região está diretamente relacionada à ação humana e as chamas costumam seguir o rastro do desmatamento: quanto mais derrubada, maior o número de focos de calor.