Secas amplificam perdas de umidade do solo em florestas queimadas do Sudeste da Amazônia

1 de novembro de 2024

nov 1, 2024

Antônio C. Silveiro1,2 , Divino V. Silvério1,3 , Marcia N. Macedo2,4, Michael T. Coe2,4 , Leandro Maracahipes2,5,6 , Maria Uribe6 , Leonardo Maracahipes‐Santos2 , Paulo Tarso S. Oliveira7 , Ludmila Rattis2,4, and Paulo M. Brando1,2,4,6

Secas, queimadas e desmatamento fazem com que florestas estoquem mais água do solo como forma de sobreviver, tornando esses ambientes mais secos, suscetíveis ao fogo e diminuindo as chuvas nas regiões próximas. Dados foram divulgados no artigo “Secas amplificam perdas de umidade do solo em florestas queimadas do Sudeste da Amazônia”, fruto do PELD (Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração), projeto do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) realizado na Estação de Pesquisa Tanguro, que estuda as interações entre natureza e áreas agrícolas na fronteira entre Cerrado e Amazônia.

O artigo detalha como florestas enfraquecidas por queimadas e um clima adverso liberam menos água na atmosfera, deixando o regime de chuvas mais imprevisível,  aumentando a temperatura e prejudicando a produção agrícola na região. As alterações ecossistêmicas afetam diretamente os serviços naturais desempenhados pelas florestas e afetam diretamente os estilos de vida tradicionais dos povos e comunidades dessas áreas.

Baixar (sujeito à disponibilidade)

Download (subject to availability)

Veja também

See also

Estimulando a demanda por reduções de emissões de REDD+ no Brasil

Estimulando a demanda por reduções de emissões de REDD+ no Brasil

Informações preliminares do quinto relatório de avaliação (AR5; sigla em inglês) do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC; sigla em inglês) mostram que o tempo para limitar o aquecimento global a 2°C neste século está se esgotando. Ações globais de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) para que se atinja este objetivo se tornam ainda mais urgentes.