Desmatamento nos Assentamentos da Amazônia: histórico, tendências e oportunidades

18 de fevereiro de 2016

fev 18, 2016

Ane Alencar, Cassio Pereira, Isabel Castro, Alcilene Cardoso, Lucimar Souza, Rosana Costa, Antônio José Bentes, Osvaldo Stella, Andrea Azevedo, Jarlene Gomes, Renata Novaes

O livro “Desmatamento nos Assentamentos da Amazônia: Histórico, Tendências e Oportunidades” tem por objetivo apresentar a dinâmica do desmatamento nos assentamentos da reforma agrária localizados no bioma Amazônia, além de identificar os fatores sociais, ambientais e econômicos que, historicamente, têm determinado um maior ou menor grau de sucesso ambiental no processo de assentamento de clientes da reforma agrária na região. Este trabalho é fruto de uma parceria de dois anos entre o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.