Cenários possíveis para a Amazônia no contexto das eleições brasileiras de 2022

7 de julho de 2022

jul 7, 2022

Olivia Zerbini e Patrícia Pinho

O desmatamento da Amazônia gera impactos socioambientais e climáticos em âmbitos nacional e global – e as eleições de 2022 serão chave para definir o futuro da região e do mundo. Neste cenário, o Amazoniar, iniciativa do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para promover um diálogo global sobre a Amazônia, reúne nesta publicação informações-chave para que todos os brasileiros possam compreender melhor o atual contexto amazônico e algumas das possíveis soluções para o desenvolvimento sustentável da região.

A Amazônia Legal, parte da floresta localizada no território brasileiro, equivale a 58,9% do território do país e está presente em nove estados. As eleições deste ano colocam em jogo o futuro da conservação da floresta, da qualidade de vida de todo o planeta, e do posicionamento geopolítico do Brasil e suas oportunidades econômicas e estratégicas.

As eleições também colocam em evidência a enorme possibilidade de avançar com uma agenda que agregue valor à biodiversidade e à floresta em pé; que promova a inclusão social, sobretudo de populações locais tradicionais e indígenas; e que crie oportunidades de geração de renda e empregos “verdes”. Em perspectiva global, a proteção da Amazônia é crucial para assegurar o equilíbrio climático e a habitabilidade da Terra a curto, médio e longo prazo.

A seguir, apresentamos dados sobre a Amazônia junto com dois cenários preditivos, para o futuro da floresta e da geopolítica ambiental brasileira após as eleições de 2022. As informações foram divididas em três dimensões: (1) desmatamento, (2) qualidade de vida e (3) geopolítica.

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Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Saiba mais em brasil.un.org/pt-br/sdgs.

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Este relatório é um projeto conjunto do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Woods Hole Research Center (WHRC) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cujo tema norteador é "o potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa proveniente do desmatamento da Floresta Amazônica".

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