Diagnóstico da Gestão do Fogo nos Estados da Amazônia Legal

8 de outubro de 2025

out 8, 2025

Ana Carolina Pessôa, Ane Alencar, Gabriela Savian, Jarlene Gomes, Pamela Moser e Waira Machida

A Amazônia Legal, com mais de 5 milhões de km², reúne três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal) e enfrenta graves desafios como desmatamento e incêndios, agravados pelas mudanças climáticas. Na floresta amazônica, o fogo é resultado de ações humanas e se torna mais recorrente com a degradação e o aumento das temperaturas, afetando o meio ambiente, a saúde e a economia. No Cerrado, o fogo é natural e essencial à regeneração, mas seu uso descontrolado provoca degradação. Já no Pantanal, a intensificação das queimadas humanas e as secas severas têm causado grandes danos.

Para lidar com essas diferenças, o Brasil instituiu, em 2024, o Manejo Integrado do Fogo (MIF) como modelo oficial de gestão, por meio da Lei nº 14.944. O MIF busca equilibrar o uso do fogo, aliando conhecimentos ecológicos, culturais e técnicos, com foco na prevenção e na recuperação de áreas degradadas. Nesse contexto, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) realizou um diagnóstico sobre a gestão do fogo nos estados da Amazônia, com o apoio do Prevfogo, para mapear capacidades e desafios e aprimorar a governança sobre o tema.

Leia também o diagnóstico para cada Estado da Amazônia Legal:

ACRE

AMAZONAS

AMAPA

MARANHAO

MATO GROSSO

PARA

RONDONIA

RORAIMA

TOCANTINS

 

Baixar (sujeito à disponibilidade)

Download (subject to availability)

Veja também

See also

Acúmulo de carbono e mecanismos de mercado em sistemas agroflorestais de cacaueiro: uma experiência na região da rodovia Transamazônica-PA

Acúmulo de carbono e mecanismos de mercado em sistemas agroflorestais de cacaueiro: uma experiência na região da rodovia Transamazônica-PA

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.