Desafios e oportunidades para a redução das emissões de metano no Brasil

17 de outubro de 2022

out 17, 2022

Ane Alencar, Bárbara Zimbres, Camila Silva, David Tsai, Felipe Barcellos e Silva, Gabriel de Oliveira Quintana, Ingrid Graces, Iris Coluna, Julia Zanin Shimbo, Kaccnny Carvalho, Renata Fragoso Potenza e Tasso Azevedo5

De olho nas demandas do Compromisso Global do Metano, pesquisadores mapearam as principais atividades e processos responsáveis pela emissão de metano no Brasil e apontaram caminhos para a redução em longo prazo das emissões. Segundo o relatório, 81% das emissões de metano causadas por incêndios florestais estão associadas ao desmatamento. Por concentrar grande parte dos estoques de carbono e do desmatamento, a Amazônia lidera as emissões causadas por queimadas.

Chamado de “Desafios e oportunidades para a redução das emissões de metano no Brasil”, o relatório sobre emissões de metano é uma parceria entre cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), Governos Locais para Sustentabilidade  (ICLEI), Instituto de manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e o Observatório do Clima.

O metano é um poluente climático de vida curta com um tempo de vida atmosférico de aproximadamente 12 anos. Apesar da curta duração, seus efeitos são poderosos e seu potencial efeito de aquecimento global é equivalente a 28 vezes o do dióxido de carbono (CO2). Além disso, o metano também contribui para a formação de ozônio troposférico (O3), que, assim como ele, tem efeitos poderosos no aquecimento do planeta.

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.