As Terras Indígenas protegem uma grande proporção da Amazônia brasileira, contribuindo para a redução do desmatamento e manutenção do equilíbrio climático da região. Este papel ecológico é consequência direta da gestão ambiental e territorial que os povos indígenas praticam tradicionalmente a milhares de anos. O cenário político atual e o avanço do desmatamento e de outras atividades antrópicas têm ameaçado a autonomia e direitos historicamente conquistados. Adicionado a esse cenário, as mudanças climáticas têm o potencial de agravar os impactos ambientais que as Terras Indígenas estão expostas, ameaçando suas tradições e modos de vida. Neste trabalho nós discutimos como o cenário político e outras ameaças têm afetado os povos indígenas brasileiros, os efeitos das mudanças climáticas em seus territórios e os meios de adaptação a tais mudanças. Como parte das possíveis ações de adaptação, apresentamos uma ferramenta de gestão para o planejamento da gestão ambiental e territorial das terras indígenas.
Fundamentos para um novo modelo de desenvolvimento rural: o exemplo da região Transamazônica
Este documento contextualiza a iniciativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), e os municípios paraenses de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Pacajá e Senador José Porfírio, no engajamento para a construção de parcerias intermunicipais que resultem na redução de emissões de gases de efeito estufa causadas por queimadas e desmatamento (REDD) em seus territórios.

