A avaliação da contribuição do Programa ARPA na redução das emissões de gases do efeito estufa que se constitui o principal objetivo deste estudo. Utilizando-se de análises das taxas históricas de desmatamento, entre 1997 e 2007, e de estimativas das taxas futuras, obtidas a partir da modelagem de cenários de desmatamento para o ano de 2050, foi possível demonstrar que, de maneira geral, as áreas protegidas na Amazônia não só atuam como grandes obstáculos ao avanço do desmatamento, como possuem efeito inibidor regional, conseqüentemente, contribuindo significativamente para reduções das emissões associadas de gases de efeito estufa.
Isolados por um fio: riscos impostos aos povos indígenas isolados
O Brasil é o país com maior número de povos indígenas isolados da América do Sul (Amorim 2016; IACHR, 2013). A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) reconhece 114 registros da presença de povos indígenas isolados no bioma Amazônia e no Cerrado, destes, 28...